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Da Holanda às montanhas de Minas, Rio e Espírito Santo

Redentoristas holandeses: pioneiros nas terras brasileiras

 

Foto: Arquivo Pessoal

Os redentoristas holandeses chegaram com muita garra, coragem e ardor missionário. Os primeiros a pisarem em solo brasileiro foram os padres Matias Tulkens e Francisco Xavier Lohmeyer. Esses valentes missionários chegaram no navio “Ceara”, no Porto do Rio de Janeiro, no dia 2 de julho de 1893, depois de uma viagem marítima de 25 dias, sem o conforto que se tem hoje.

 

Após um dia de descanso, esses pioneiros fundadores viajaram para Juiz de Fora, seguiram para Ouro Preto e por fim ficaram alguns meses em Mariana, no Seminário, para aprenderem o português.

 

No início de 1894, esses dois redentoristas se fixaram em Juiz de Fora, e, outros missionários vieram da Holanda, constituindo assim, a primeira fundação redentorista no Brasil. E a partir daí várias fundações aconteceram pelos estados de Minas, Rio e Espírito Santo.

 

Aqui em Belo Horizonte, chegaram no dia 27 de janeiro de 1900. A cidade contava com 14 mil habitantes, e apenas uma paróquia. Eles tomaram posse da segunda paróquia criada na cidade, sendo o pároco o Pe. Pedro Becks.

 

“Os redentoristas holandeses que aqui chegaram eram jovens de idade e de vigor missionário”. Além do zelo nas celebrações dos sacramentos, pregações e catequese, destacavam-se pela proximidade aos mais pobres e necessitados. Trouxeram ideias novas principalmente na dimensão social.

 

Na Paróquia São José, por incentivo dos redentoristas, surgiram organizações sociais, como a “Confederação Católica do Trabalho”, da qual nasceram os Sindicatos de Belo Horizonte, e o primeiro movimento da juventude, de âmbito nacional, a “União dos Moços Católicos” (U.M.C.).

 

Expressamos nossa eterna gratidão a esses ilustres “filhos” de Afonso de Ligório, que não medindo esforços, dedicaram-se totalmente à obra de evangelização em terras brasileiras.  Que o Santíssimo Redentor nos dê a graça de continuar, com fidelidade criativa, essa linda história, e assim, sermos fiéis ao carisma redentorista.


Pe. Américo, C.SS.R.

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