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Corpus Christi: Adorar a Cristo no Altar, Servi-lo nos Sofredores

  • 4 de jun.
  • 2 min de leitura

A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo — popularmente conhecida como Corpus Christi — é um dos momentos mais profundos e visíveis do calendário católico. É o dia em que a Igreja sai às ruas para testemunhar publicamente o mistério que sustenta a nossa fé todos os dias: a presença real, viva e substancial de Jesus Cristo na Eucaristia.



A tradição de Corpus Christi, que remonta ao século XIII, enche nossos olhos com as cores dos tapetes de serragem, sal e flores, preparados com tanto carinho por nossas comunidades. Mas essa beleza exterior só faz sentido se refletir a beleza interior de um coração que crê. Quando o ostensório passa por nossas ruas, não estamos carregando um símbolo ou uma lembrança; estamos caminhando com o próprio Cristo, que escolheu permanecer conosco sob as espécies do pão e do vinho. Na Eucaristia, o Céu toca a Terra, e nós somos alimentados pelo Amor que se entrega sem reservas.

 

No entanto, a liturgia que celebramos no altar não termina quando o padre diz "Ide em paz". Ela se prolonga na vida cotidiana e nos faz um apelo urgente. A fé na presença real de Jesus na hóstia santa traz consigo uma exigência social inseparável: reconhecer essa mesma presença no "corpo místico" de Cristo, especialmente naqueles que sofrem.

 

O mesmo Jesus que nos disse "Isto é o meu corpo" (Mt 26,26), também nos advertiu: "Todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizestes" (Mt 25,40).

 

Portanto, Corpus Christi é também o dia de olhar para as nossas ruas e enxergar a carne sofredora de Cristo nos pobres, nos enfermos, nos desabrigados e nos excluídos. Eles não são apenas destinatários da nossa caridade, mas um lugar teológico — um espaço sagrado onde nos encontramos com Deus. Ao estender a mão a quem tem fome, ao visitar um doente ou ao acolher quem a sociedade marginaliza, estamos tocando nas próprias chagas de Jesus.

 

Não podemos separar o Pão do Altar do Pão da Partilha. Uma fé puramente intimista, que adora a Jesus no sacrário, mas fecha os olhos para a injustiça e a miséria ao lado, esvazia o verdadeiro sentido da comunhão. Comungar o Corpo de Cristo nos compromete a ser, nós mesmos, corpo que se doa, mãos que acolhem e pés que vão ao encontro dos que mais precisam.

 

Neste Corpus Christi, ao contemplarmos o Santíssimo Sacramento e caminharmos em procissão, peçamos a graça de ter olhos eucarísticos. Que saibamos adorar com profunda reverência o Senhor no altar e, com o mesmo amor e pressa, correr para servi-lo e defendê-lo na pessoa dos necessitados. Que o nosso Santuário de São José seja um reflexo vivo dessa unidade: uma comunidade que se alimenta da Eucaristia para se transformar em instrumento de justiça, solidariedade e paz no mundo.

 


 
 
 

1 comentário


Wander
04 de jun.

Salve Maria! Horários de missas de Corpus Christi?

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